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	<title>Bender 2.0 &#187; terremoto</title>
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	<description>Concorde comigo ou esteja fatalmente errado</description>
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		<title>O incr&#237;vel abismo entre o Brasil e o Jap&#227;o</title>
		<link>http://www.benderblog.com/realidade/o-incrvel-abismo-entre-o-brasil-e-o-japo/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 22:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bender</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.benderblog.com/realidade/o-incrvel-abismo-entre-o-brasil-e-o-japo/' addthis:title='O incr&#237;vel abismo entre o Brasil e o Jap&#227;o'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Dois eventos recentes revelam mais uma vez o incrível abismo que separa o povo brasileiro do povo japonês. A não ser que você seja coreano e esteja há 170 horas jogando World of Warcraft sem parar, você provavelmente ouviu falar do terremoto seguido de maremoto seguido de desastre nuclear no Japão (veja uma matéria interessante [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.benderblog.com/realidade/o-incrvel-abismo-entre-o-brasil-e-o-japo/' addthis:title='O incr&#237;vel abismo entre o Brasil e o Jap&#227;o' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois eventos recentes revelam mais uma vez o incrível abismo que separa o povo brasileiro do povo japonês.</p>
<p>A não ser que você seja coreano e esteja há 170 horas jogando World of Warcraft sem parar, você provavelmente ouviu falar do terremoto seguido de maremoto seguido de desastre nuclear no Japão (<a target="_blank" href="http://www.economist.com/node/18398748">veja uma matéria interessante sobre isso aqui</a>) e da forma serena e ordeira como o povo de olho puxado está enfrentando a crise.</p>
<p>E a não ser que você efetivamente leia jornal e assista TV não apenas pelas gostosas você provavelmente ficou sabendo do motim que está acontecendo em Porto Velho, capital de Rondônia.</p>
<blockquote><p align="left">Pelo menos 40 ônibus foram incendiados, na noite de terça-feira (15), por trabalhadores do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho. Segundo a Polícia Militar, alojamentos e a área de lazer do canteiro também foram depredados. A manifestação teria começado após <strong>uma briga entre dois operários</strong>. (<a target="_blank" href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/03/operarios-ateiam-fogo-onibus-em-rondonia.html">fonte</a>)</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, 2 pessoas brigaram e uma horda de trabalhadores decidiu destruir 40 ônibus e alojamentos por que queriam. Simples assim.</p>
<p>No Brasil, o verdadeiro trsunami somos nós.</p>
<div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Haiti depois do terremoto: vai ou racha</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 16:16:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Realidade]]></category>
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		<category><![CDATA[haiti]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.benderblog.com/realidade/haiti-depois-do-terremoto-vai-ou-racha/' addthis:title='Haiti depois do terremoto: vai ou racha'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Bem vindos à Aldeia Global. Nela, o resultado estupefaciante de um terremoto gigantesco em uma área desgraçadamente pobre é ajuda humanitária global em massa, rápida e eficaz. Isso porque as vítimas estão pagando com sangue. Fosse com suor apenas, a ajuda não seria tão grande. Mas isto evitamos falar em público. Haiti: uma história triste [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.benderblog.com/realidade/haiti-depois-do-terremoto-vai-ou-racha/' addthis:title='Haiti depois do terremoto: vai ou racha' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem vindos à Aldeia Global. Nela, o resultado estupefaciante de um terremoto gigantesco em uma área desgraçadamente pobre é ajuda humanitária global em massa, rápida e eficaz.</p>
<p>Isso porque as vítimas estão pagando com sangue. Fosse com suor apenas, a ajuda não seria tão grande. Mas isto evitamos falar em público.</p>
<p><strong>Haiti: uma história triste</strong></p>
<p>Palco de uma das histórias nacionais mais frustrantes do mundo, o Haiti começou muito bem. Era a colônia mais rica da França no século XVIII, dona de um império extenso que incluía também a Louisianna (ou 1/3 dos EUA). Na ocasião de sua independência o Haiti tinha tudo para dar certo.</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/50/135500657_c8d8050ff4.jpg" widht="400" alt="" /><br />
<em>Aqui é onde era controlada a cleptocracia haitiana</em> (<a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/mweriksson/135500657/">fonte</a>)</p>
<p>Produzia açúcar e outros bens tropicais em profusão, coisas que os vizinhos do norte precisavam desesperadamente para fazer rum que seria trocado por escravos na África.</p>
<p>Em 1804 o país era só otimismo, mas, infelizmente, não contava com um probleminha. Praticamente toda a população era composta por ex-escravos libertos na revolução que culminou na criação do Haiti. E nenhuma das potências da época queria comprar os produtos dessa gente.</p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3282/2573036813_ac478fd7ba.jpg" widht="400" alt="" /><br />
<a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/ufdc/2573036813/">O Haiti era assim</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Açúcar feitos em engenhos de propriedade de negros? Tô fora!&#8221; diria <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Jefferson">Thomas Jefferson</a>, patrono da independência norte-americana.</p></blockquote>
<p>Décadas de isolamento comercial para um país cuja economia é baseada em uma monocultura só podia gerar a nação mais atrasada do hemisfério. Como se não bastasse, a ocupação norte-americana no pós-guerra gerou uma sociedade corrupta, atrasada e dependente de estrangeiros. Mais um item na lista &#8220;grandes contribuições para a humanidade&#8221; de autoria dos americanos.</p>
<p>O Brasil, claro, sempre irrelevante só passou a participar da festa com invenção da <a target="_blank" href="http://www.un.org/en/peacekeeping/missions/minustah/">Minustah</a>, uma entidade fantasmagórica que pretende pacificar uma população de 9 milhões de haitianos com 7 mil soldados e 2 mil civis.</p>
<p><strong>Haiti: o caos</strong></p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4031/4272094709_c61aef8378.jpg"  widht="400" alt="" /><br />
<em>Minustah brasileira, não confundir com ala minuta (<a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/globovision/4272094709/">fonte</a>)</em></p>
<p>Quase 6 anos depois do início do mandato da ONU no país caribenho, muita coisa mudou. Mas não o suficiente. Favelas foram pacificadas, eleições limpas foram realizadas, mas a m* generalizada continua. Continuava.</p>
<p>Uma matéria no JB deixa isto bem claro:</p>
<blockquote><p>&#8220;Para Frantz Dupuche, da Plataforma Haitiana em Defesa de um Desenvolvimento Alternativo, as tropas estrangeiras têm servido apenas para defender os interesses da classe política e de empresas que, atraídas pela mão de obra barata, se estabeleceram no país nos últimos anos.</p>
<p>- Para nós, a Minustah não chegou a cumprir sua verdadeira missão: garantir a estabilidade local. O que vem ocorrendo é justamente o contrário, ou seja, maior desestabilização. A cada dia, cresce o número de sequestros e de mulheres violentadas &#8211; afirmou.&#8221; (<a target="_blank" href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/17/e170617355.asp">fonte</a>)</p></blockquote>
<p><strong>Haiti: a queda</strong></p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/75/162578069_aa19298e7f.jpg" widht="400" alt="" /><br />
<em>Claramente, falta tudo no Haiti exceto tinta (<a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/vanessabertozzi/162578069/">fonte</a>)</em></p>
<p>O que se viu na sequência do terremoto da semana passada foi o restrato de um país sem estrutura alguma para lidar com o cotidiano precisando dar resposta rápida a um desastre que seria pesado para qualquer nação. </p>
<p>Não há escavadeiras o bastante para limpar os escombros dos milhares de prédios despreparados que ruiram com o abalo. Com isso, os haitianos foram obrigados a usar seu único recurso natural, as próprias mãos, para salvar familiares, vizinhos e qualquer outro.</p>
<p><strong>Haiti: o futuro</strong></p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2183/1831961906_e9e2fafd53.jpg" widht="400" alt="" /><br />
<em>Coisas que o Haiti precisa: infra-estrutrura</em> (<a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/exileinsuburbia/1831961906/">fonte</a>)</p>
<p>Rapidamente norte-americanos juntaram centenas de milhões de dólares para doar às vítimas do terremoto através de de doações por SMS e pelas várias entidades assistenciais. Em montante é o povo mais generoso do planeta, o tipo de título exclusivo aos mais ricos.</p>
<p>No entanto, vale notar que celebridades doam voluntariamente seu dinheiro em volumes enormes ao passo que no Brasil isso não ocorre quase nunca. A única exceção é a modelo Gisele Bündchen, que doou mais de US$ 1 milhão para o Haiti. Impressionante, mas abaixo dos US$ 3 milhões do recordista Tiger Woods (<a target="_blank" href="http://www.usmagazine.com/moviestvmusic/news/haiti-how-the-stars-are-helping-2010151">veja uma lista aqui</a>).</p>
<p>Nessa linha, vários países e organizações chamaram para si a responsabilidade e decidiram resolver os problemas mais urgentes do país. Com isso, os bilhões de dólares arrecadados podem (e devem) ser utilizados na reconstrução das cidades da forma que deveriam ser há tempos.  Ou seja, com saneamento básico e à prova de terremotos (<a target="_blank" href="http://www.ehow.com/how_2104607_earthquake-proof-home.html">veja como deixar sua casa resistente à terremotos</a>).</p>
<p>Por outro lado, a avalanche de recursos pode esbarrar num problema seríssimo: a corrupção. Essa é a opinião pessimista do blogueiro-economista e realista de carteirinha <a target="_blank" href="http://gustibusgustibus.wordpress.com/">Cláudio Shikida</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;De que adianta chover comida e dinheiro se as instituicoes do pais nao mudaram? (As doações) só aliviam o terremoto. Uma possível mudança viria se o governo atual tiver perdido muito de sua força com mortes no terremoto. Mesmo assim, não há garantias de que os novos politicos seriam melhores&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Haiti: uma visão</strong></p>
<p>Por princípio, neste post não há fotos de vítimas do terremoto, tampouco de ruínas. Apenas fotos bonitas do país e de outros lugares (caso da ponte).</p>
<p>Se você quiser ajudar e não puder entrar em uma das inúmeras organizações não-governamentais que atuam no país, considere fazer uma doação. A organização Viva Rio está juntando no Brasil:</p>
<p>Banco do Brasil<br />
Agência: 1769-8<br />
Conta: 5113-6<br />
Favorecido: VIVA RIO DOAÇÕES<br />
CNPJ: 00343941/0001-28</p>
<p>É possível também doar para a OEA (Organização de Estados Americanos) <a target="_blank" href="http://www.ajudapanamericana.org/">Ajuda Panamericana</a>.</p>
<h4>Buscas relacionadas:</h4><ul><li>haiti depois do terremoto</li><li>ala minuta</li></ul><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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