A desclassificação de ontem mexeu com o Brasil, nem tanto, porém quanto a derrota em 2006. Pelo menos dessa vez, o time caiu jogando melhor.

Não é um consolo, mas é um atenuante, vamos concordar.

No meu ver de profundo entendido no assunto (haha), o problema dessa seleção não foi o excesso de dinheiro ganho pelos jogadores ou mesmo salto-alto.

Dunga em um dia de fúria 4

Foi a absurda e total falta de um bom ataque.

Não que os atacantes sejam ruins, ao contrário. Considero Luis Fabiano, Robinho e Nilmar alguns dos melhores do mundo.

Além disso, na minha opinião, Kaká não jogou tão mal assim. Jogou bem, até. Só não foi um arraso espetacular. Coisa que ninguém entendido esperava, pois o rapaz voltava de lesão.

O problema é que desde 2002 não temos uma seleção que ataca, amassa, patrola os adversários. Temos equipes bem montadas, com defesas eficientes e um ataque preparado para aproveitar toda e qualquer falha da defesa adversária.

E quando o adversário não falha, como faz?

Vendo outros campeonatos, se percebe que contra uma defesa fechadinha e bom colocada se deve atacar insistentemente. E com volume.

É PRECISO PATROLAR SEM PIEDADE!!!

Contra a seleção brasileira todo mundo joga com cautela. Portanto, ficar na retranca e cuidar para não tomar gol nenhum é um risco tremendo.

Aí, um time talentoso e eficiente como esta seleção de 2010 não consegue atacar PORQUE NÃO FOI MONTADA PARA ISSO.

No banco, por exemplo, o técnico não tinha opções de bons meias para pressionar o adversário. Ramires, o reserva melhorzinho, estava suspenso. Elano, o meia titular machucado.

E quem mais Dunga poderia colocar para amassar a Holanda depois que o o adversário “achou” 2 gols?

Se houvesse eleição para seleção brasileira, eu votaria no mais ofensivo possível. Algo como 2 atacantes rápidos e 2 meias talentosos (como Kaká).

Tudo para que não tenhamos de cancelar a cervejada de comemoração do título de 2014.

Tudo menos isso.