Consumidor convicto de mamíferos quadrúpes ungulados
14 Feb 2007
Excelente reportagem do JA sobre os problemas anedóticos enfrentados pelo orçamento do Rio Grande do Sul:
Pagamentos dobrados - Por falta de controle, o governo tem efetuado vários pagamentos em duplicidade, em especial nas áreas de telefonia, água e luz.
Publicidade legal – O governo paga comissão às agências credenciadas para veiculação de publicidade legal, quando elas não têm nenhuma interferência no processo. O material é produzido pelos órgãos/entidades e enviado diretamente à Corag, por meio eletrônico, sem intervenção da agência, que mesmo assim ganha comissão de 20%. Também há excesso na área dos patrocínios publicitários
Pagamentos em atraso – Em decorrência do atraso crescente nos pagamentos, perdeu-se a informação do custo, pois não há mais como aferir o que é o preço real, superfaturamento ou compensação pelo financiamento. As empresas tem embutido no preço o custo de financiamento, pois a atualização monetária também vai ser paga depois de meses.
Manutenção de empresas – Não há tomada de decisão sobre o processo de extinção da Companhia de Habitação do Estado do Rio Grande do Sul COHAS-RS cuja liquidação arrasta-se há anos, onerando os cofres públicos com transferências de recursos intermináveis. Há outras empresas, como a Companhia Estadual de Silos e Armazéns, que são deficitárias e pesam no passivo do governo.
Veículos sem controle – O Estado não possui controles efetivos sobre a frota estadual e seu período de depreciação, a locação e a cessão de veículos. No primeiro caso, as despesas de manutenção e o consumo de combustível com veículos depreciados são, na maioria dos casos, superiores ao custo de aquisição. Quando se trata de locações, têm-se contratos com valores superiores ao custo aquisição/manutenção e, em se tratando de cessão, o número de sindicâncias abertas pelo sumiço de bens é expressivo.
Locação de veículos – O custo com locação de veículos mostra-se em muitos casos superior ao de aquisição. Cite-se como exemplo, o Instituto Geral de Perícias (IGP) que tem um contrato de locação de três veículos para o transporte de cadáveres, com motorista e combustível incluídos. As viaturas, denominadas VTR prestam serviços ao Departamento Médico Legal. O dispêndio mensal com locação (R$ 36 mil), salário dos motoristas (R$ 9 mil) e o valor do quilômetro rodado, estimados em 16 mil km por mês (R$ 13 mil) somam R$ 58 mil reais.
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Pega um copo