A palhaçada do meme sobre os regionalismos começou com o Pedro, passou pelo meu semi-clone e pelo Guilherme Valadares. Este último me convidou, então aqui está o guia do gaudério-alemão falado no Vale do Sinos, onde eu moro.

Maior parte das palavras são derivações do alemão que a colonada falava por aqui e está desaparecendo aos poucos.

Cuca – Comer bolo colonial é bom
Dankeschön (danquechén) – muito obrigado
Eisbein (aisbain) – Adoro comer joelho de porco cozido. Sério.
Futz – cú (não precisa de frase, né)
Jäcke (iêqui) – Não esquece o teu casaco de mulher
Hamburgerberg – Nome colonial da cidade (hoje é o bairro Hamburgo Velho)
Mein Gott (maincôt) – Meu deus
Scheise (xaize) – merda (também não precisa de nada)
Schlecht (xilêct) – Estou meio desmotivado
Schmier (ximia) – A geléia colonial é de batata doce (entre outras coisas), também chamada de “comum”
Schmidt – Sobrenome mais comum na cidade
Schweinerei (xuanarai) – É uma porcaria
Sótio – Algumas casas tem sótão.
Strola (istrola) – Aquilo parece coisa no formato de fezes
Xucrute – Adoro comer repolho curtido

Algumas particularidades:

Todas as palavras em ÃO são pronunciadas OM
Uma veiz – alemão que se preza sempre termina a frase com “uma veiz”
Venho lá – confusão entre os verbos Vir e Ir (eu venho lá)
Plural é completamente desnecessário
Pão com molho de tomate e nata é o lanche nacional do Vale dos Sinos
Não existe comida que não fique melhor com schmier comum

Colaborações dos leitores:

Ére, dos Bê(Pê) com som de P (P de Punda), e do V(Bê) com som de B (B de barechera, aquelas mosca crande).
Nom, nom, nom

Alguma outra sugestão? Deixe nos comentários.

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