Antônio Britto, ex-governador do RS, disse que o maior inimigo do calçado brasileiro agora é a informalidade:

“Portanto, se o calçado já sofria pisadas fortes do que Britto denomina os 4 Cs — Custo Brasil, China, contrabando e câmbio — a informalidade passou a ser o inimigo oculto do setor. Da produção brasileira em torno de 700 milhões de pares por ano, cerca de 200 milhões é destinada ao exterior. Sobram 500 milhões de pares para o consumo no mercado interno — 300 milhões são sandálias e chinelos. No universo dos 200 milhões restantes, 80 milhões são tênis (a projeção é de 30% sejam falsificados), restam 120 milhões para calçados fechados masculinos e femininos. “É justamente aí que está explodindo a grande informalidade. Da China se importam basicamente tênis, que têm valor maior. Agora, nos 120 milhões está o episódio do fundo de quintal, de cópia de produto, de produção artesanal de empresas não registradas”, afirmou Britto. Ou seja, no Brasil foi instaurada uma China interna e que tenta passar desapercebida.”

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