Consumidor convicto de mamíferos quadrúpes ungulados
4 Mar 2007
Um amigo meu foi ao jogo Grêmio X Cúcuta na semana passada e sofreu um bocado nas mãos da Brigada Militar (a PM gaudéria*) enquanto durou a falta de luz. Hoje eu vi os hematomas nele. Coisa feia, parece que tomou uma surra.
Alguns portais deram a notícia, patati, patatá, segue a carta pública que ele enviou aos meios de comunicação.
Oi Ilgo, tudo bem?
Escrevo para comentar e pedir sua ajuda para divulgar o quanto foi despreparada e irracional a atuação da brigada militar na entrada do jogo do Grêmio, ontem contra o Cúcuta.
Sou sócio do Grêmio desde 15/01/2005, matrícula 5277. E desde meus 15 anos assisto os jogos da arquibancada - nunca com a “Geral”. No início de 2005, era permitido ao sócio entrar pela entrada das sociais e passar para a arquibancada por dentro do estádio. Desde meados do ano passado só é possível entrar na arquibancada por um único portão (10), mas com o aumento da “Geral” o afunilamento vem crescendo cada vez mais.
Sobre os fatos de ontem: entrei no que deveria ser uma fila no portão 10 às 20h. Como a entrada estava lenta, a aglomeração foi aumentando cada vez mais e começou um grande empurra-empurra enquanto que 4 brigadianos apenas assistiam a tudo passivamente.
Perto das 20h30 chegaram alguns reforços e eles resolveram tomar uma atitude: foram pra cima da torcida, não importando que haviam crianças e mulheres. Enquanto a polícia empurrava dum lado, a horda empurrava de outro.
Perto das 20h45, quando eu estava pra entrar no estádio, a menos de 2 metros das divisórias de metal, os policiais (4 ou 5) vieram com escudos e cassetes atravessando a fila. Minha ação no momento foi levantar os braços, mas fui agredido no rosto e na parte posterior das coxas. Tentei recuar e sair da fila, mas fui então agredido nas costelas por um policial (detalhe: NENHUM deles usava a tarja com sua identificação). Novamente levantei os braços e questionei o porquê da agressão. Sua resposta foi outro ataque, dessa vez nos meus ombros. Só tentei me defender e fui atacado PELAS COSTAS por uma policial à cavalo com uma espada que deixou uma marca de mais de 40cm nas minhas costas. Se quiser, posso enviar as fotos que tirei ontem ao chegar em casa.
Não faço parte de nenhum tipo de torcida organizada, sou apenas mais um torcedor que só quer ir ao estádio torcer pelo seu time e voltar para casa em paz.
Me coloco à disposição para esclarecer qualquer dúvida através desse endereço de e-mail ou mesmo pelo meu celular (8118.XXXX)
Muito obrigado.
* Sim, nós somos diferentes em tudo mesmo
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Uma Ceva for "Declaração de um torcedor maltratado"
A polícia é tão ladra quanto os próprios ladrões.
Vergonhoso isso que aconteceu com seu amigo. Muito vergonhoso, o país deveria ter vergonha de ter “guardas” como esses.
Pega um copo