Interessante isso. Enquanto alguns fazem apologia do controle de fertilidade:

“Ao argumento bizantino de que planejamento familiar é usado para acabar com a pobreza acabando com os pobres (!!!), ou seja, para controlar a população, basta indagar se as classes média e alta usam contraceptivos. Controle da natalidade é vedado pela Constituição ao Estado, mas não ao indivíduo. E quando o Estado não fornece os meios para que o cidadão possa exercer com autonomia seu direito, está, sim, promovendo o controle populacional às avessas, interferindo na decisão racional do indivíduo.”

Outros dizem que o objetivo mesmo é acabar com os pobres e não com a pobreza:

“Lena e Sonia caminham na contra-mão desse argumento e demonstram que a pobreza é fluxo contínuo que aumenta na proporção direta em que os empregos diminuem e o salário cai. A principal qualidade do texto é formular a questão da pobreza em termos adequados: “quem ganha um salário mínimo, valor piso de remuneração da força de trabalho no país, tem o direito de ter quantos filhos para não ser mais um pobre a incomodar?”

É possível que ambos estejam corretos?

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