Politicamente incorreto, feio, bobo e chato.
30 Mar 2007
Uma das coisas que eu acho mais exóticas nos repórteres engajados é seu apego a alguns bordões políticos. Eu estava lendo um artigo no Observatório da Imprensa de um repórter indignado com o descaso que é tratado pelas assessorias de imprensa (concordo com ele, por sinal). Bem, vejam as pérolas:
“… dificuldades de quem insiste em fazer jornalismo fora da imprensa hegemônica.”
“… esses assessores estão negando que o público tenha acesso às informações divulgadas pela mídia não-alinhada ao pensamento único.
“…é um atentado à liberdade de imprensa, e não aquilo que a outra mídia afirma ser”
“O que adianta falar para milhões de pessoas se, na mensagem transmitida, está a criminalização da pobreza, a legitimação de invasões militares e genocídios, o pensamento único do modelo econômico e a aceitação de outros absurdos naturalizados ”
“…ao privilegiarem certos veículos (…), estão contribuindo para a manutenção da iniqüidade vigente”
“Nós, da mídia alternativa, é que veiculamos as informações que são censuradas na outra mídia”
“Engano perigoso: na empresa regida pelo lucro, a oferta de algumas páginas de anúncio pode calar o jornalão. Já no veículo pautado pelo interesse público, será mais um motivo para a continuidade das reportagens.”
Leitores, atenção, a idéia aqui não é criticar esta ou aquela posição, mas um tipo de linguagem típicio de um alinhamento político.
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Pega um copo