A proposta dos nobres reresentantes populares de uso da internet durante as próximas eleições é tão absurda que possibilita constatarmos novamente uma realidade: não existe liberdade de expressão no Brasil. Simplesmente não existe, esqueça o que diz a constituição ou no que acreditam os moradores da zona sul do Rio.

O tal projeto de reforma eleitoral iguala a plataforma de comunicação P2P internet à televisão. Ou seja, diz que é um meio de massa. Acontece que internet não é meio, é plataforma. Meio é blog, portal ou e-mail.


“O projeto está correto no sentido de viabilizar a internet, pois ela é um fato. O mais importante é fazer com que as restrições impostas a ela sejam as mesmas impostas à televisão. [...] Não podemos raciocinar que a internet tem que ser tratada como jornal. Temos que pensar que tem que ser como imagem”, disse Jobim durante audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado.

Afirmar em um projeto de lei eleitoral que e-mail deve ser tratado como televisão é um disparate tão grande quanto acreditar na honestidade de (coloque o nome de seu político favorito aqui).

E ainda pagamos o salário desta gente corporativa, malandra, infiel e traiçoeira.

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