Ontem os diligentes profissionais das polícias civil e militar de São Paulo apreenderam cerca de 700 máquinas caça-níqueis em Sorocaba em uma fazenda vazia. Epa, encontraram 700 máquinas sem ninguém por perto a não ser vacas e bergamoteiras? Como isso é possível?

Simples, possivelmente os seguranças, donos, empregados e sei lá mais quem que estava na fazenda fugiram a tempo de não ver a polícia.

Ainda assim, a questão que nunca quer calar é porque diabos essa porcaria de jogo é ilegal e a única resposta racional é que a ilegalidade fornece uma fonte inesgotável de recursos para políticos e policiais.

E não podemos fazer nada para mudar isso, porque o jogo é moralmente aceito ainda que ilegal. Ou seja, as pessoas que jogam em cassinos ilegais não são meliantes e nem são execradas pelas suas famílias ou pares. A única forma é mudar a lei. Ela força boa parcela da sociedade a conviver com a ilegalidade.

O único problema é que as leis no Brasil só mudam quando os políticos querem e eles só farão isso quando tiverem interesse real (leia-se financeiro). Vale lembrar que quem mais se beneficia disso são os políticos e os policiais.

Os primeiros porque têm recursos financeiros à disposição para comprar amigos e montar castelos. Já os segundos porque garantem suas férias na Europa e o carrão importado. É um baita negócio onde só eles ganham, nem os empresários do jogo ganham com essa situação imbecil.

Vale lembrar que, em termos de roubalheira, definitivamente ninguém bate o governo. A Mega-Sena paga míseros 32,2% do total apostado, conforme a tabela no site da Caixa.

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