Estou sinceramente adorando este debate copo-meio-cheio/meio-vazio que virou o manifesto e o contra-manifesto contra a “Ditabranda“. O melhor de todo este debate, sem dúvida, é quando artistas como o Latuff misturam polêmica com humor.

benderblog-ditabranda
“Envia 15 milk-shakes para o porão, por favor!”

Alguns dos blogueiros que eu mais admiro engalfinharam-se (e não foi na lama ou no gel) em argumentos interessantíssimos que me fizeram concordar integralmente com os dois lados sobre o tema Ditabranda. Veja este do Idelber Avelar:

O já infame editorial da Folha, além de insultante à memória das vítimas da ditadura militar brasileira e comprometido com a ocultação da história colaboracionista do próprio jornal, fazia exatamente o contrário do que deve fazer o jornalismo: ele desinformava, contava uma mentira. Qualquer bom professor de história do primeiro grau sabe que não há nenhuma tradição bibliográfica de uso do termo “ditabranda” para designar o regime militar brasileiro, a ditadura de 1964-1985. Aos escrever as chamadas “ditabrandas” -caso do Brasil entre 1964 e 1985, o jornal simplesmente mentia aos leitores. Não “errava” ou “tinha um ponto de vista diferente”. Mentia, pois a ditadura brasileira não é “chamada” de ditabranda por ninguém. Não era, pelo menos, até o dia 17 passado.

Caramba, concordo plenamente com ele. E também concordo com o Gravataí Merengue:

E então vejo Emir Sader, notório entusiasta da DITADURA Cubana liderando um abaixo-assinado na Internet porque a Folha ousou empregar o neologismo “ditabranda“. Ridículo. Ele não está só. Quantos amantes da selvageria de Fidel não aproveitaram para vociferar contra o jornal? Não consigo contar.

Mais um voto de inteira e absoluta concordância.

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