Consumidor convicto de mamíferos quadrúpes ungulados
29 Mar 2008
Parece que o milagre chinês está chegando ao fim depois do dragão acumular quase 30 anos seguidos com crescimento econômico de 10% ao ano. Muitas fábricas da província de Guangdong (ao lado de Hong Kong e tradicional potência chinesa) já estão fechando ou operando sem NENHUMA margem de lucro.
A situação se deve principalmente à depreciação do dólar nos mercados globais, o que afeta em muito as exportações de todos os países, inclusive da China. Mas há outras razões para acabar a festa.
Um deles seria a nova lei trabalhista que vigora desde o início do ano. Ela teria aumentado bastante os custos das empresas de mão-de-obra intensiva.
O mais definitivo, porém, é o início da recessão nos Estados Unidos. A diminuição de pedidos já afeta as fábricas. Esse é o típico problema que demorará um pouco mais para chegar no Brasil, pois hoje o país já não exporta muitos bens de consumo baratos (como calçados sem marca, roupas marca-diabo, etc).
As informações vieram da Spiegel Online e do NY Times.
OBS: ainda não vi os jornais brasileiros falando do tema. Acho que eles só pensam nos adoradores do careca obeso niilista.
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5 Cervejas for "O fim do crescimento econômico na China"
Realmente não li nada sobre o assunto… mas também pode ser um pouco de histeria/olho gordo, principalmente dos alemães que perderam o lugar para a China recentemente, hehe.
Grande OBS final, Bender. É isso!
Também pudera. Quanto tempo mais uma nação poderia continuar crescendo em cima de trabalho semi-escravo? Um dia isso teria que mudar.
Nada contra a China, apenas contra a forma como seu povo é explorado por essas fábricas de produtos baratos que enriqueceram o país maltratando milhares de pessoas.
Pode ser apenas coincidência, mas a vertiginosa ascensão econômica japonesa foi abortada no final dos anos 80, entre outras coisas, por uma série de grandes desvalorizações do dólar, e por uma crise imobiliária nos EUA. Talvez seja a história se repetindo ciclicamente, um improvável (???) complô americano, ou seja apenas coincidência mesmo.
Cara, a Mirian Leitão já fez umas duas colunas sobre a ‘insustentabilidade’ do modelo de crescimento, não só chinês, mas dos países emergentes, em geral.
E, como você iniciou este post, ninguém cresce infinitamente né?!
Pega um copo