Grande Sertão: Veredas é um livro complexo. não é linear, não é fragmentado. Ele mais ou menos simula o discurso de um sertanejo e o tema desse discurso é também uma simulação de mundo.

Na prosa, o sertão é o mundo inteiro. Nada mais há além dos Gerais e do Sertão. Se fala de Goiás como se fosse o completo desterro. E é. Além do sertão só há Goiás, que é bem longe.

Todos os personagens são fragmentados:

    O chefe do bando se vê atormentando por um amor homossexual;
    Um dos jagunços mais bravos é uma mulher;
    No momento culminante da história o herói vira mulherzinha e desmaia de medo;

Riobaldo sai de uma fazenda à busca de uma juventude perdida em algum lugar do Rio-de-Janeiro e para uma fazenda volta. Será que ele saiu mesmo? Será que ele não imaginou tudo aquilo? Será que o romance é de Riobaldo e não de Guimarães Rosa?

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