Como falei num post anterior, a Nokia gentilmente me enviou um N97 para usar, testar e contar para todo mundo como o aparelho é fantástico. Coisa que eu tenho feito principalmente no Twitter com a tag #valeunokia. Para início de conversa, é bom dizer que, como não sou um aficcionado por celulares, não vou falar de números ou de quão superior (ou inferior) ele é em relação aos demais.

O que o N97 faz

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Este aparelho tem alguns diferenciais entre os outros da linha Nokia, os principais são o teclado QWERTY em slide e a tela touchscreen. Acredite, faz muita diferença navegar num celular com esses 2 negócios.

No entanto, a experiência de navegar, bastante fluida num iPhone 3GS, não é a mesma no N97. Simplesmente não é a mesma coisa.

Outros badulaques interessantes são o GPS com Nokia Maps, o transmissor de FM (ainda não testei) e um aplicativo de nome impossível para criar hotspots wifi.

Fotos, ueba! Vídeos, bah!

A câmera tem qualidade de imagem muito boa e é deveras fácil de usar integrada ao Flickr. Seria nota 10 caso o aparelho não insistisse em ativá-la automaticamente toda a vez que se mexe na tampa da lente.

Essa ativação automática, que ainda não consegui desabilitar, faz com que ela se auto-ative-a-si-mesma toda a vez que se deseja enviar algo para o Qik, site de streaming, ou ler um QR code (aquelas etiquetas parecidas com zebras pixeladas). É chato, mas dá para resolver com um pouco de paciência.

O aplicativo de enviar para o Youtube é mais ou menos. O pior é o ulpoad que fica demorado devido ao tamanho do arquivo em MP4 e o fato de o envio de video não ser fluido como o do Flickr.

Na real, o envio de fotos para o Flickr é tão estupidamente bom que não existe comparação. Flickeiros vão adorar. Veja o exemplo desta foto que eu enviei de um show de metal.

Internet, urra!

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Navegar pela web em um celular cheio de mequetrefe como o N95 é um parto de rinoceronte porque a tela é pequena e o cursor é estupidamente pequeno. Isso funciona que é uma beleza no N97 e sua enorme tela touchscreen. Integrar o Gmail à caixa de mensagens é uma teteia, mas usar na web é tão estupidamente mais fácil que usar este widget só faz sentido se o serviço web de seu e-mail for nível Fluminense.

Música, 3 urras e uma cambalhota!

Clique para ver num tamanho decente

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O N97 acompanha uma assinatura de 1 ano da Nokia Music Store. Não parece muita coisa, mas é. Por ali é possível baixar legalmente (e de forma muito rápida) milhões de músicas de forma muito prática. Sim, download “grátis” e legal de um número ilimitado de músicas.

O único porém é que elas estão presas a DRM (o maldito WMA) e a assinatura não pode ser renovada. Depois de expirar o 1º ano, é preciso pagar R$ 2,50 por faixa. Isso é simplesmente caríssimo e a esperança de que se pode combater a pirataria com um preço desses é desanimadora

Impressão geral

A carcaça do aparelho é robusta como apenas os Nokias sabem ser e to pouco me lixando se a tela fica um pouco riscada. Celular é para usar. No entanto, atrapalha bastante a falta de amadurecimento do sistema operacional. Entre outras coisas, o aparelho costuma se reiniciar sozinho e travar com alguma frequência. No início, achei que o problema fosse exclusivo do aparelho recebido por mim, mas não, outros blogueiros relataram problemas semelhantes.

Em conversa com funcionários da Nokia, a conversa é que a nova versão do sistema operacional deve resolver parte desses problemas. Segundo eles, ela deve sair do forno até o final do ano.

Uma coisa que me deixou particularmente preocupa foi a bateria. Ela demora muito para ser carregada, geralmente mais de 3 horas, e tem durado muito pouco. A última carga durou menos de 20h de uso, com direito a 1h30 de som alto, muita internet e upload de vídeos. Posteriormente tive alguma dificuldade em recarregá-la usando o adaptador para carregadores antigos da Nokia ou mesmo o carregador dele.

N97 como proposta de valor

Este aparelho da Nokia, apesar de apresentar características inovadoras em relação aos outros provavelmente ainda não é um oponente à altura do iPhone. No entanto, graças ao bônus da loja de música, do teclado e da grande tela de sei lá quantas polegadas, os R$ 1.800 reais (via Buscapé) da compra acabam tornando este aparelho muito mais atraente do que seu antecessor N95 e uma boa alternativa para quem deseja um smartphone completaço.

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