“Ninguém pode ficar viciado em algo que é, resumindo, apenas um meio de comunicação”, disse o Mind Hacks e eu assino embaixo. Ficamos viciados, isso sim, em programas, sites, bate-papo.

Outra coisa, comparar o vício em internet com vícios reais é absurdo, irreal e ainda dá argumentos para idiotas moralistas. Cigarro vicia. Álcool vicia. Meios não viciam.

Algumas pessoas podem ter uma relação compulsiva com os meios, isso sim. Seu colega de trabalho não larga o MSN e o Orkut? Talvez ele não seja viciado em programas de relacionamento e sim em escapar do trabalho.

Em tempo, o Governo do estado de São Paulo tem um programa social para tratar desse problema. Este é o site. Veja as características que eles apontam entre os dependentes:

  • - Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis (conhecendo meus leitores, tenho certeza de que vários vão balançar a cabeça para esta aqui);
  • - Referem passar o “dia todo” conectados (claro, sem wi-fi tô fora!);
  • - Pertencentes a todas as faixas etárias (acho que todo mundo se enquadra nesse);
  • - Apresentam depressão e/ou ansiedade (quem? eu?);
  • - Preferem as interações virtuais as reais (Second Life rulz!);
  • - Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (se expressar ao vivo também não conta?);
  • - Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido (cara, esse dólar tá de matar);
  • - Desenvolvem idiossincrasias na rede (adora essa palavra);

Entre por sua própria conta e risco.

Compare Preços de: Chopeira, DVD Player, GPS, Caixa Térmica no JáCotei.