Vi no Chá de Hortelã um pensamento de um sábio oriental chamado Lao-Tzu, o criador da falcatrua mística pacifista chamada Taoísmo, e me lembrei de algo que as pessoas geralmente não pensam sobe a tradição chinesa/oriental.

Mesmo com toda essa “sabedoria”, incensada por revistas bonitas e atrizes de Hollywood, a China foi governada durante 500 anos por estrangeiros, estuprada pelo Japão, humilhada pela Grâ-Bretanha e deu espaço para o ditador mais sanguinário de todos os tempos, cujo ridículo Grande Salto Adiante matou de fome 10% da população.

Caramba, que tipo de sabedoria é essa que estamos admirando? Os “maravilhosos ensinamentos” de Confúcio contribuíram enormemente para o tremendo atraso econômico, social e cultural do país. Apenas durante graves crises políticas, quando a bobajada perdia espaço, a China demonstrava dinamismo. A China medieval brilhante que tanto fala o In era governada pelos descendentes de Gêngis Khan, um nômade bárbaro da Ásia Central.

Depois da queda dos mongóis, no século XIV, o Império floresceu culturalmente, mas decaiu politicamente na mão dos Ming até cair com facilidade frente aos manchus. Os mings eram tão incompetentes geopoliticamente que construíram um grande muro na fronteira norte (como o Jorge Moita) mas deixaram os manchus se instalarem no sul da barreira. Resultado: a perda do mandato celestial, uma bobagem semi-religiosa que o pessoa de olho puxado acredita.

Quer saber o que eu acho da “sabedoria chinesa”? Não troco a sabedoria ocidental de Marx, Smith, Santo Agostinho, Newton, Bacon, Galilei e Nietzche por nada. Mesmo. O fato de todos os nomes estarem apontando para um site de comparação de preço também tem significado.

OBS: Tudo saiu deste livro sobre a História da China.

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