Há uns 150 anos, o homem mais rico do Brasil era um gaúcho, natural de Jaguarão, chamado Irineu Evangelista de Souza, também conhecido como Visconde de Mauá. O sujeito era dono da maior indústria do país, da primeira ferrovia e do Banco do Brasil. Sim, o cara foi dono do Banco do Brasil até que o governo decidisse estatizá-lo para “diminuir riscos” (leia-se, controlar o fluxo de dinheiro na economia). Ao redor de 1860, o total de ativos controlados por Mauá foi calculado em 2/3 do orçamento total do Império.

Hoje, o terceiro brasileiro mais rico é um carioca mineiro apaixonado pelo Rio (tinha que ter um defeito!) chamado Eike Batista.

“O petróleo e o gás são negócios tão maiores do que a mineração que não será difícil deixar de lado a mineração no futuro”, disse Batista. “Vou estipular um novo padrão na exploração de petróleo no Brasil. Nós vamos começar a produzir em 2011, para mostrar que é possível passar do licenciamento para a produção em tão pouco tempo”, afirmou.

O executivo pretende realizar uma oferta inicial de ações no valor de até 2,5 bilhões de dólares em maio e junho pela unidade de petróleo de sua holding, a OGX, que, segundo prevê, terá um valor de mercado de algo entre 12 bilhões e 15 bilhões de dólares.

Ele diz que vai passar o homem da Votorantim (Antônio Ermírio de Morais) e o banqueiro quase americano (Joseph Safra) em breve na lista da Forbes. Mal posso esperar para que o brasileiro mais rico do mundo seja um self-made man.

Veja o perfil do Eike nesta matéria do Estadão.

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