ATENÇÃO: HÁ VÁRIOS ERROS NESTE POST. VEJA A ERRATA AQUI.

Há alguns anos Sidival Furuzawa Pereira foi para o Japão trabalhar numa indústria, mas em tempos de crise financeira global ele perdeu o emprego, a esperança e a capacidade de calcular. Hoje ele é um sem-teto e vive de recolher lixo para reciclagem, cujos US$ 3 (ou R$ 7 nesse câmbio maluco) de lucro ele diz que envia integralmente para a sua família no Brasil.

Bem, vamos aos cálculos. R$ 7 por dia são R$ 210 por mês, ou menos da metade do salário mínimo regional de São Paulo (que nem é tão alto assim).

Mas espere, a situação do senhor Sidival fica pior ainda, porque para enviar US$ 90 por mês ele precisa pagar uma transferência internacional (entre US$ 30 e US$ 50) e a esposa dele precisa efetuar um contrato de câmbio quando recebe o dinheiro (entre US$ 30 e US$ 50).

Definitivamente, a crise financeira global não é culpa de Sidival, cujos parcos esforços estão todos direcionados a pagar taxas financeiras internacionais.

Vi no De Gustibus, mas a história está aqui.

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