Uma das aberrações mais comuns do mercado publicitário é a quantidade de mulher gostosa presente nos anúncios de cerveja, coisa que deixa muita mulher irritada. O que elas nem sempre entendem é que beber cerveja é a glorificação da masculinidade, pelo menos no Brasil. Não que elas não gostem do fantástico suco fermentado de cevada maltada, mas a desproporção no consumo é evidente.

Pensando nisso, na minha primeira participação aqui no Papo de Homem, decidi montar um passo a passo de como se faz a nossa bebida preferida.

1 - Maltar a cevada (ou outro cereal, como trigo, aveia, arroz, centeio ou milho) até o ponto desejado.
“Maltar” significa deixar a semente germinar até o ponto em que a plantinha esteja prestes a romper a casca do grão e então secá-la abruptamente. A temperatura usada nesse processo vai definir qual o tipo de malte - e por consequência de cerveja - teremos no final (stout, lager, ale, etc).

2 - Fermentar a cevada.
Depois de moer o cereal maltado com água, o mosto resultante é coado, decantado e pasteurizado. Então é adicionado o lúpulo (que dá o gosto amargo da cerveja) e os miraculosos microrganismos - fermentos - entram em ação para tranformar o açúcar presente no malte em CO² e C2H6O, também conhecido como etanol, ueba!.

3 - Maturação do líquido precioso.
Depois da fermentação, a levedura é retirada e a cerveja é deixada para maturar durante alguns dias. Aqui ela já pode ser consumida, mas a maior parte das cervejarias ainda faz uma filtragem para deixar o líquido mais límpido e adiciona um pouco de CO².

4 - Envase (desnecessário se estivermos dentro da fábrica de copo na mão).
Se for chope, vai direto para o barril e depois geladeira (o chope é fresco). Se for garrafa ainda pode ser adicionado algum conservante ou uma nova pasteurização para desabilitar a levedura que ainda estiver no líquido.

5 - Consumo.
Ok, aqui é que nós entramos em cena.

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