Nesse fim-de-semana eu e minha esposas fomos em um aniversário. A festa era à fantasia, mas como já conhecíamos os anfitrióes, sabíamos de antemão que eles não levam muito a sério esse negócio de fantasia. Assim, já foi mais de uma vez em que só dois ou três gatos pingados comparecem aos eventos fantasiados.

Dessa vez nós fomo se meia-fantasia, ou seja, uma produção muito matada apenas para dizer "ah não, essa minha camiseta meio-diferente é a minha fantasia!". Eu estava com uma camiseta horrível do Candlemass e ela com uma horrível camisa xadrez. Como somos espertos!

Chegando lá vimos que a festa realmente era à fantasia. Pensamos juntos: "foda-se, agora ficaremos assim mesmo". Chope vai, chope vem e descobrimos que haviamos sido enganados, de novo.

Não era um aniversário.

O aniversariante e a namorada e a namorada estavam vestidos de noivo e noiva, só que ele de bermuda e ela com um vestido curto. Até aí tudo bem, "romântico", eu pensei.

A "festa de aniversário" também era uma superprodução para um aniversário de gente comum. Tinha fotógrafo, DJ, garçons, aqueles caras que fazem coquetel-show. Tudo normal se o aniversariante tivesse quinze anos ou fosse jogador de futebol.

Enfim, no meio da festa os garçons juntaram os convidados para um surpresa. Quando vimos, havia um altar escondido num canto da festa e um juiz de paz surgiu do nada.

Os "noivos" então declararam seu amor, blá-blá-blá e de repente já estavam casados. Legal, divertido, só que ninguém mais estava sabendo. Nem os pais, nem os padrinhos, que estavam todos fantasiados.

No final das contas o pai da noiva foi um sultão, a mãe uma odalisca, o pai do noivo estava de bermuda e camisa pólo e a mãe vestida de Minnie Mouse (até orelhas ela tinha), o padrinho era um pirata e a madrinha outra odalisca.

Comentário de uma convidada para o casamento à fantasia: "que bom que eu vim de Audrey Hepburn!"

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