Lendo a entrevista dos produtores do filmaço “Capital dos Mortos” fiquei imaginando como seria o mundo habitado por zumbis, só que, de fato, os zumbis já estão entre nós.

Para explicar isso seria importante definir primeiro o que são zumbis. Como toda a trilha sonora dos filmes do gênero é baseada em Heavy Metal (“Capital dos Mortos” terá o som da Device), portanto é de se assumir que o gênero oposto seja zumbificante.

Ou seja, ouvir muito funk e axé zumbificaria.

Funk zumbifica

Mas só isso não basta. É preciso muito esforço para destruir toda a sua massa encefálica e sair por ainda pensando apenas em comer uns aos outros.

É preciso também assistir muita televisão e jamais tentar ler um livro. Aliás, é vital NUNCA aprender a ler exatamente.

Além disso, não basta ser culturalmente nulo para ser um zumbi. É preciso agira dessa forma em todas as áreas, portanto é necessário também trabalhar como um zumbi: sem pensar naquilo que faz.

Essa falta de pensamento também se abate ao exercício da cidadania, claro. Todos os zumbis que eu conheço votam religiosamente, mas não se lembram em quem. Zumbis votam, mas não pensam.

Sem falar, devido ao instinto de auto-preservação animalesco, os zumbis só pensam em si. Iso explica a corrupção, a violência e a estabilidade dos funcionários públicos.

Haja paciência!

Felizmente, os zumbis do mundo real não se interessam por seres não zumbis. Quem se interessaria por pessoas com cérebros? Zumbis que não, óbvio.

OBS: este texto participa do concurso tosco proposto pelo Théo do AOE.

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