Vi hoje no Foreign Policy um comentário sobre um projeto de filme com a rainha do pop, Britney Spears. A história gira sobre uma mulher, Britney, que fabrica uma máquina do tempo (!), viaja para a segunda guerra (!!) e se apaixona por um judeu trancafiado em um campo de concentração (!!!).

Ironicamente, a parte mais grotescta da história toda é a indignação de alguns com a possibilidade de colocar uma personagem tão pouco séria como Britney no meio de um tema tão espinhoso como o Holocausto.

Do Spiegel:

Charlotte Knobloch, president of the Central Council of Jews in Germany, has said she is horrified at the prospect of Britney making a Holocaust film. “In films that deal with the Holocaust, the script should be carefully chosen and the cast picked with care,” Knobloch told the German tabloid Bild.

Vamos por partes

O filme será uma merda porque contará com Britney Spears;
O filme será uma merda porque nele Britney Spears será capaz de montar uma máquina do tempo (Magayver conseguiria com um botijão de gás, dois elásticos, um fósforo usado e uma cerveja gelada);
O filme será uma merda porque nele a pessoa capaz de montar uma máquina do tempo irá viajar para o período e o local mais conturbado do século XX. É quase tão inteligente quanto viajar para Pompéia no dia da erupção do Vesúvio;
O filme será uma merda porque duas pessoas efetivamente se apaixonam num campo de concentração. Afinal, que contexto seria menos romântico do que este? Sério, não consigo imaginar;
O filme será uma merda, com certeza.

Para concluir, por que exatamente as pessoas perdem tempo discutindo filmes ruins? É como dizer que Copa RS é tão interessante quanto o Gauchão.

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