Hoje assisti a uma pré-estréia ultra especial do longa Cão Sem Dono, o último trabalho do Beto Brant (o cineasta dos faroestes “O Homem do Ano” e “O Invasor”). Fui por convite, que também incluía outros blogueiros, mas a jaguarada não foi. Acho que foi por falta de boca-livre.

A primeira impressão que eu tive do filme foi terrível. Eu achei o trailer chatíssimo e aborrecido ao extremo (não veja ele, não vale a pena), mas por conhecer os outros trabalhos do Brant sabia que alguma ação iria rolar no filme. Não é possível que aquela pasmaceira virasse um longa-metragem. Felizmente eu estava certo.

Ciro e Marcela cantam Moonshiner

Quem já leu minhas resenhas para Crime e Castigo e A Cura de Schopenhauer sabe o que eu acho que protagonistas misantropos (não gostam de humanos). Eu os desprezo, simples assim. E o filme se trata basicamente da história de um sujeito que se acha o melhor intelectual do mundo (como Raskolnikóv e Schopenhauer) e despreza o mundo real. Certa hora Ciro, o amigo (não dono) do cão justifica sua pouca vontade de sair de Porto Alegre assim “eu já viajo bastante dentro da minha cabeça”. Ele se basta.

Bom, partindo daí o filme é uma jornada de amadurecimento, de Ciro sair de sua casca adolescente e assumir a idade que tem (quase 30, acho). Algumas pessoas, principalmente aquelas que se consideram mais alternativas, vão se identificar bastante com ele e participar dessa jornada. Eu não.

Melhor do filme: a talentosa Tainá Müller, que faz modelo namorada de Ciro, com pouca roupa (é uma fórmula infalível, sem mais comentários)
Pior do filme: o trailer.

Cão Sem Dono

Eu só gostaria de saber por que mataram e enterraram o pobre do cachorro no final do filme. Tá certo que era uma vira-lata, mas não precisava fazer isso. Crueldade pouca é bobagem.

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