Consumidor convicto de mamíferos quadrúpes ungulados
5 May 2007
Hoje assisti a uma pré-estréia ultra especial do longa Cão Sem Dono, o último trabalho do Beto Brant (o cineasta dos faroestes “O Homem do Ano” e “O Invasor”). Fui por convite, que também incluía outros blogueiros, mas a jaguarada não foi. Acho que foi por falta de boca-livre.
A primeira impressão que eu tive do filme foi terrível. Eu achei o trailer chatíssimo e aborrecido ao extremo (não veja ele, não vale a pena), mas por conhecer os outros trabalhos do Brant sabia que alguma ação iria rolar no filme. Não é possível que aquela pasmaceira virasse um longa-metragem. Felizmente eu estava certo.

Quem já leu minhas resenhas para Crime e Castigo e A Cura de Schopenhauer sabe o que eu acho que protagonistas misantropos (não gostam de humanos). Eu os desprezo, simples assim. E o filme se trata basicamente da história de um sujeito que se acha o melhor intelectual do mundo (como Raskolnikóv e Schopenhauer) e despreza o mundo real. Certa hora Ciro, o amigo (não dono) do cão justifica sua pouca vontade de sair de Porto Alegre assim “eu já viajo bastante dentro da minha cabeça”. Ele se basta.
Bom, partindo daí o filme é uma jornada de amadurecimento, de Ciro sair de sua casca adolescente e assumir a idade que tem (quase 30, acho). Algumas pessoas, principalmente aquelas que se consideram mais alternativas, vão se identificar bastante com ele e participar dessa jornada. Eu não.
Melhor do filme: a talentosa Tainá Müller, que faz modelo namorada de Ciro, com pouca roupa (é uma fórmula infalível, sem mais comentários)
Pior do filme: o trailer.

Eu só gostaria de saber por que mataram e enterraram o pobre do cachorro no final do filme. Tá certo que era uma vira-lata, mas não precisava fazer isso. Crueldade pouca é bobagem.
Compare Preços de: Chopeira, DVD Player, GPS, Caixa Térmica no JáCotei.
5 Cervejas for "Cinema gaúcho: Cão Sem Dono e Sem Destino"
ei bender! eu não sou promotora não hein??? mas precisava receber o pessoal :D
pena que nem todos foram mesmo :(
valeu por ter ido!
beijos!
Não fui por puro stress porto-alegrense, fiquei 2 horas no trânsito de sexta-feira atrás de um endereço, incrível como a zona norte tá trancada depois das reformas. Mas o cachorro morre de morte morrida mesmo?
Faço 4º período de cinema na Estácio. Sou atriz de teatro, fiz várias peças com a Companhia de Atores de Laura, direção Susanna Kruguer e Daniel Hertz.
Adorei o filme de vocês que assisti na Estácio na terça feira.
Gostei muito do Renato Casca. Como faço para entrar em contato por e-mail com ele? Gostaria de enviar meu currículo e fotos, quem sabe fazer um teste para um possível filme. Mesmo que seja uma pequena participação.
Sou comediante, mas faço qualquer personagem.
Tenho registro de atriz, fiz vários cursos com Fábio Barreto, Sergio Brito, Daniel Hertz, etc.
Obrigada
Marcia Daniel
E-mail: marciadaniel@superig.com.br
Olá, tava passando por aqui justamente para ler sobre o que escreveste sobre “Cão sem Dono” e resolvi deixar uma resposta para o seu questionamento sobre a morte do cão. Bom, o filme é adaptação de um livro chamado “Até o dia em que o cão morreu” (Daniel Galera) então provavelmente (eu ainda não li o livro), e quase que obviamente, se formos pelo título, o cão morre no final e isso teria que ir para o filme. Não foi por crueldade.
Abraço
[...] muito bem, obrigado. Neste ano conheci alguns blogueiros simpáticos, participei da premiere de um filme gaúcho, bebi cerveja com um monte de gente e fiz bons amigos. Acho que isso é blogar, afinal de [...]
Pega um copo