Consumidor convicto de mamíferos quadrúpes ungulados
24 Feb 2007
Maior parte das pessoas acreditam em sorte, algumas acreditam só em azar e um pequeno punhado não acredita em nada a não ser cerveja (ou matéria, seja lá como for). Eu não sou diferente, só não sou igual. Acredito em rotinas de sorte e rotinas de azar. Algumas coisas que fazemos sempre da mesma forma sempre dão certo, quando mudamos sempre dá errado. É aí que cerveja, futebol e sorte se entrelaçam.
Nunca fui muito fã de ir em estádios de futebol, principalmente devido ao desconforto de me deslocar 1h30 de carro para esperar 2h por um jogo de 1h45 e levar mais 2h para voltar, mas às vezes eu ia assim mesmo com um grupo de amigos e antes de entrar no estádio tomávamos uma garrafa de cerveja por pessoa. Só o suficiente para sentir o gosto da bebida e poder dizer “estou tomando cerveja, ninguém conseguiria me perturbar nesse momento”.
Pois então que a rotina de cerveja mais futebol sempre deu sorte. Conquistamos várias vitórias, inclusive uma Libertadores (95), um Campeonato Brasileiro(96) e várias Copas do Brasil (n).
Era só não ir em um jogo ou não conseguir tomar a cervejinha pré-ludopédica e pum, lá vinha um resultado ruim. Assim logo relacionei essas variáveis com o resultado do jogo. Funciona mais ou menos como astrologia, Bender na casa do Futebol com uma Cerveja na mão resulta em vitória. Não dá para explicar, talvez seja algo relacionado à mircrogravidade etílica. Sei lá. Era sorte e astrologia, coisas assim, não que eu acredite em astrologia, mas os fatos estavam lá e era impossível não correlacioná-los.
Aí então que em 1997 o time não ia tão bem e o rival era líder do campeonato. “Tenho que ir nesse jogo”, pensei, “nem que seja para garantir o resultado”. O mais importante na hora não era subir na tabela, mas tirar a invencibilidade dos vermelhos.
Os não gaúchos podem não entender perfeitamente isso, mas por aqui o mais importante às vezes é que o outro perca, pura e simplesmente isso. Se perder para nós, melhor.
O ritual foi o mesmo de sempre, saímos de Novo Hamburgo às 13h e chegamos no estádio às 14h30. Fomos tomar uma cerveja cada um como manda a rotina. Não podíamos arriscar, era muito importante ganhar aquele jogo. Entramos em campo confiantes na vitória. In Beer We Trust.
Antes do jogo um dos piores dirigentes da história soltou um coelho em campo para simbolizar o rival, disparado na frente dos outros, mas na opinião dele sem fôlego para manter o ritmo durante a temporada. Os torcedores rivais ficaram irritadíssimos. Bem feito.
Torcidas de futebol são uma massa à parte da realidade. Havia muitos amigos meus na torcida do Inimigo naquele dia, depois eu fiquei sabendo, o que não reduziu o meu ímpeto em xinga-los de todas as formas. Amizade masculina é isso, xinga-se para ganhar um amigo.
O jogo começou e o meu time perdeu feio. Não sei o que deu errado, mas desde então eu não acredito mais astrologia.
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5 Cervejas for "Cerveja dá sorte"
Andou tomando cerveja no Uruguai? hehehe… Mas, falando sério, o problema foi o coelho, quebrou o encanto.
Eu acredito no acaso.
O ideal inglês ainda será posto em prática nos nossos estádios brasileiros. Muita cerveja antes, durante e depois dos jogos.
É lógico, que seria bom que o povo tivesse medo de ir preso antes.
Abraços,
Eu pratico o modo inglês de ver futebol. Se bem que a cerveja tomada aqui normalmente é muito inferior que a inglesa. Só não dá quando a cerveja acaba no meio do jogo, daí é triste.
tipo, sou eu na foto…
pode dizer onde vc pegou?
Pega um copo