Concorde comigo ou esteja fatalmente errado
20 Feb 2009
Eu não pretendo acrescentar nenhum fato novo ao que já vem sendo falado por aí na mídia e também não tenho fotos de Paula Oliveira nem nada parecido, mas preciso falar algo. É triste.
É triste o fato de uma doença (sim, mentir desta forma é doentio) vir a público desta forma. É mais ou menos tão triste quanto a história do rabino Henri Sobel que foi preso nos Estados Unidos por roubar uma gravata. Uma gravata que ele poderia ter comprado facilmente.

Assim como Paula, que mentiu uma gravidez e tinha que inventar uma saída da mentira. Aí decidiu simular um ataque de skinheads. Tentou cobrir uma mentira doentia com outra ainda mais doentia.
É igualmente triste lembrar da rede de indignação que surgiu logo após o “ataque”. Estávamos indignados. Ainda estamos, na verdade, mas agora estamos indignados com a vítima de uma doença.

Doenças merecem ser tratadas com privacidade e respeito ao doente e não em rede nacional ou neste muito concorrido blog.
Vale lembrar que ninguém na mídia “pecou” ao divulgar a informação do ataque. Todas os dados publicados no dia do furo eram baseadas em fontes confiáveis como a vítima, amigos dela, a polícia suíça, família da vítima, etc.
O único erro foi de quem não percebeu que Paula estava doente e precisava de tratamento. Isso acontece. Dirigir bêbado é bem pior do que isso.
11 Cervejas for "A triste história da brasileira que mentiu na Suíça"
Oiee…
Parabens viu, se blog está cada dia melhor!!
BjuU
Olá!!
digitei ontem no google: ‘quem não gosta de carnaval’ e encontrei um post seu desse blog.
De onde vc é? Pensei que fosse raro encontrar pessoas que tbm não gostam de carnaval rss
sou de Londrina – PR
bom feriado pra vc!
ps. gostaria de conseguir fazer churrasco 4 dias seguidos!
O caso da pernambucana Paula, que, parece, vem se confirmando, nada tem em comum com os casos do judeu Sobel, do estilista Ésper, ou outros que levaria semanas citando, exceto pela mentira. Sem que nenhuma pessoa da Terra seja dona da verdade absoluta, e, ao mesmo tempo em que nenhuma pessoa também pode estar na mente de outrém, parece que o caso da Paula tratava-se de um golpe financeiro, em busca de notoriedade, compaixão, e, principalmente, indenização do governo suiço para algo que não ocorreu, ao menos não como declarado inicialmente. Seriam em torno de 200.000 Reais só pelo fato de ter abortado gêmeos, somando a este montante outros processos que seriam movidos por lesões corporais, problemas psicológicos, etc. Até ete momento, não há indícios de que Paula fora atacada por skinheads, tampouco que estivesse grávida, e mais ainda que tenha problemas psicológicos que não sejam ligados a uma mal-caratismo e a idéia comum em muitos brasileiros do “jeitinho” para resolver os problemas mais facilmente, ou seja, achar que pe mais esperta que todos, e que todos são idiotas, muito difundido neste país, e em todas as áreas. Percebemos isto nas relações entre governos e cidadãos, quando nos usurpam em impostos, taxas e eleições manipuladas por dinheiro e pela imprensa. Percebemos também nas relações trabalhistas, onde os empresários tentam enganar os governos, seja corrompendo-os para ganhar serviços sem lisura, seja não pagando os impostos devidos, seja superfaturando ou criando o conhecido “caixa 2″. E a lista seria enorme: “auxílios e apoios” em campanhas políticas, onde somente os ingênuos não crêem que os políticos eleitos não ficarão lhes devendo favores e influências; na relação patrão X empregado, onde a patronagem explora o serviço e o pagamento dos trabalhadores com as desculpas mais esfarrapadas, e pelo fato de haver muitas pessoas desempregadas, tornando a reposição e rotatividade nas empresas barata e fácil; seja desempregando porque alegam que uma crise que não atingiu todos os setores ainda chegará e tem de ser feito algo antes que ela efetivamente comprometa as finanças empresarias (seja indústria, serviços ou comércio), optando por demitir descaradamente, sem preocuparem-se com as finanças das pessoas que dependem daqueles empregos para manterem-se e às suas famílias; seja na relação entre colegas, onde sempre tentam ter vantagens e diferenciações diante de pessoas que trabalham conosco e das maias variadas formas (dos famosos “fofoqueiros” e “puxa-sacos”, até aos desonestos e maldosos); na relação do produtor com o comprador, que adquire matéria-prima ou alimentos brutos por centavos e os revende com mais do que 100 % de lucro apenas na intermediação ( e vemos isto nos grãos, no pão, no leite, na gasolina, nos remédios, etc.); na relação do comprador de produção com os mercadistas, onde o supermercados e postos de abastecimento de combustíveis, por exemplo, compram os produtos já inflacionados e ainda geram mais outros tanto de lucro encima para revender para nós; nas relações conjugais, onde o marido, ou a esposa, pensam ser mais espertos e traem seus conjugês imaginando-os idiotas (e os que seguem convivendo e gostando de pessoas assim realmente o são); e até nas coisas mais abomináveis, como os espertos que se aproveitam do desespero alheio e praticam agiotagem (mesmo e princeipalmente os bancos); os planos de saúde que impedem ao cidadão comum acessar bons diagnósticos e tratamentos em instalações realmente preparadas e com profissionais realmente bem treinados e satisfeitos; seja nas obras que são construídas com material de 5a. categoria e sem cuidado algum, e cobradas como se fossem feitas e acabadas em ouro; ou os que comercializam gasolina adulterada, alimentos vencidos, etc. O que todos tem em comum com Paula, Sobel, Ésper ? A mentira e o “jeitinho brasileiro”, esta praga que destrói esta nação inteira, que produz fome, desemprego, desvio de verbas públicas, corrupção, vantagens ilícitas, descaso, violência, ignorância, rede de interesses, sonegação, etc. É o maldito hábito de muitos compatriotas de se acharem mais espertos do que os demais, e se sofrem injustiças de uma rede legal (a iniciar pelos governos, passando pelos patrões, comerciantes, etc.) não vêem motivos para repassar a “sacanagem” adiante, lesando os que puder.
A mentira corroeu este país desde que os portugueses chegaram a estas terras. Não sei se os índios mentiam ou usavam do “jeitinho” antes da chegada européia por aqui, pois não há relatos para se afirmar isto ou não, mas sabe-se que esta “malandragem” da qual muitos idiotas (para não usar de palavras de baixíssimo calão para descrever o que realmente penso de gente assim) ainda se orgulham. Vemos um país construído sob a sombra de negociatas, de empresas que financiam candidatos e até governos inteiros e depois esbaldam-se com dinheiro fácil de infindáveis serviços e obras que muito comumente nem sequer são entregues, e quando o são, são de péssima qualidade. Vemos um judiciário corrompido também, que persegue os pequenos e mais fracos e absolve os grandes, estrangeiros e ilustres para crimes e infrações iguais. Vemos uma imprensa vendida e manipuladora, que nos enche de novelas, noticiários tendenciosos, mais novelas, filmes estrangeiros, mais novelas ainda, futebol, novelas “again”, carnaval, e por aí segue, enquanto as pessoas conhecem alguém que, ou vivem o desemprego na pele, a fome no estômago e o desespero. Vemos mendigos e indigentes nas ruas, crianças nos semáforos, adolescentes drogando-se e prostituindo-se, e já não nos ofendemos mais, já não temos mais piedade, dor, nem sequer pensamos em algo a ser feito para ajudá-los, pois com o tempo que se passou, já tornaram-se “cenários” das cidades, que nem sequer perturbam mais, tampouco apresentam-se dramáticos para o coletivo destas mesmas cidades. Só nos perturba quando é conosco ou com quem conhecemos, amamos, gostamos, temos amizade ou é da família. Bem, daí é o fim do Mundo. Se a pessoa vira um drogado, uma prostitura, um mendigo, tem de ser feito algo para ajudá-lo(a), pois a proximidade com estas pessoas ainda nos impele a um instante de humanidade. Mas quando não conhecemos só pensamos neles quando ameaçam nossas vidas ou nosso patrimônio material, e daí viram bandidos, vagabundos, merecem morrer, … Quantos catadores de papéis e plásticos vemos pelas ruas diariamente? Quantos já chingamos por atrapalhar o trânsito, sujar os passeios públicos, etc. ? Mas sabemos onde moram? O que comem? Se passam fome? Se passam frio? Se tem água limpa para consumir? Se há coleta de esgoto ou convivem na imundicie? Se as crianças vão à escola ou ajudam nas coletas? Se vão ao dentista, ao médico, etc. ? Se quando chove em 1 hora o que se esperava para 1 semana eles estão bem? Bem, responder isto é muito fácil, pois a maioria dirá que também não ganham o que desejavam, que seus filhos não estão nas escolas que gostariam, que não compram ou comem tudo o que sonham, que não moram onde precisavam, etc. E até alguns estão desempregados, então para que olhar para a desgraça alheia se ela instalou-se nas suas vidas? E tudo isto vem deste modelo eocnômico de exploração, este capitalismo que prega “vida longa” às empresas e aos lucros de uma meia-dúzia de exploradores afortunados (muitos construindo impérios com conivência e até corrupção de governos e de outras empresas formando cartéis), ás custas de uma quase totalidade da população humana que ainda escravizada por salários de fome sustentam esta engrenagem torta. Não prego tampouco adotarmos modelos totalitaristas ou que camuflam-se em pseudo-socialismos que só apontam para os “amigos do rei”, exatamente como no capitalismo, só mudando que são os “amigos”. Creio que a humanidade já perdeu tempo demais e deveria partir das bases sociais um novo modelo, uma nova forma de governar, comercializar, relacionar-se, enfim, um mundo novo, com um regime diferente de tudo o que está aí e baseado em relações consistentes, honestas, igualitárias e justas. E o que tem isto tudo com a Paula ou com o Sobel? A mentira! Ela é a base de tudo o que foi relatado aqui, que é menos do que 0,0000001 % do que passamos a conviver como “cegos morais” e “surdos de justiça” em prol de um ideal de liberdade que na verdade só representa a engenação, a injustiça, a exploração, a poluição e o lucro! E o brasileiro adaptou ao seu modo pobre de espírito e sem o poder econômico de “impérios” de lucros, ao “jeitinho”.
Concluo então que Paula é produto deste meio social Ás avessas, onde o esperto é quem engana o outro, quem explora, quem mente, quem denigre, quem corrompe. Doente mental imagino que ela não seja, mas baseado no Mundo onde vive, seria ela inocente ou culpada?
Para finalizar, Sobel, Éper, Lalau, FHC, ACM, Ieda, etc., também são produtos deste mesmo meio, mas os crimes destes, ao meu modo de ver, são ainda mais graves, pois a posição social e o poder econômico lhes permitiriam dar bons exemplos, e até ajudar na solução de uma série de mazelas, não aprofundá-las ainda mais. Qual é o seu preço? Quanto vale seu sonho? Todos se vendem por alguma quantia ou benefício? Eis a questão que cerca os casos de Paula, Sobel e outros. Para alguns, o preço parece ser bem baixo! E o pior, quem paga a conta, como sempre, segue sendo todos nós…
Saudações.
ola gostaria de parabenizalo por esta entre os 100 melhores blogs que encontrei em uma lista nos site do interney , com todo seu sucesso venho aqui pedir uma ajuda sei que meu blog é pequeno e não vai lhe dar muito retorno mas o amigo pode me dar uma ajuda colocando meu link ou meu banner pra que um dia meu blog venha ser um site como o seu. desde ja grato e parabens pois e muito dificil chegar onde vc chegou.
desde já grato
Mas vamos lá Bender,
Neonazismo na Suíça ? Um país que pune com um rigor draconiano quem ousa a argumentar qualquer coisa a favor de Hitler ?
Houvesse um pouco mais de informação e ninguém compraria a estória dela !
É triste, mas ela precisa pagar pelo que fez ! Não indo para cadeia, mas se desculpando por tentar jogar um país que normalmente trata bem seus imigrantes contra a opinião pública.
ABS.
O que me impressiona e que ela não era nenhum ilegal tentando se dar bem a qualquer custo.
Até onde eu sei, ela foi trabalhar lá à convite da própria empresa, tinha um bom cargo e bom salário.
Weirrrrrrd!
Na verdade, somente pelas fotos é fácil desconfiar de que a mulher estava mentindo. Não é possível fazer riscos numa mulher à força de forma tão simétrica, e ela não tem as marcas dos hematomas que isso exigiria.
@damnati: cara, tu tens toda a razão e não tens ao mesmo tempo. Há podres em todos os lugares, ainda que a Suíça seja um lugar bem limpinho.
@Kenji: convenhamos, é bem complicado para alguém pouco acostumado com auto-mutilações perceber que se tratava de ferimentos feitos por ela.
@noronha: extamente :)
Peço venia para discordar. A imprensa errou muito. Não consultou “fontes confiáveis”, mas apenas a própria e sua família. A polícia já foi consultada como “acusada” e sua versão desde o início, de que havia falhas na história, nunca recebeu nenhum destaque. Ninguém estranhou, também, não haver uma única prova material. Jornalismo de terceira.
eu ainda acho essa história meio mau contada
A hístoria dessa menina foi um absurdo no começo todos nos ficamos comovido com que ela passou,de ser torturada por “Neonazismo” so que, a verdade veio atona descobriram que foi ela mesmo que se torturou para ganha um indenização do governo americano,so queñ deu serto.
Pega um copo