Hieronymus Bosch, também conhecido na Espanha como El Bosco, foi um cara esquisito. Passou toda a sua vida no sul da Holanda e hoje há pouquíssimos registros de sua história.

Se sabe que ele é o homem responsável por introduzir o terror cristão à arte. Sim, porque ninguém deve achar que naquele período em que ele viveu (1450-1516) a Igreja mantinha seu poder pregando o amor fraternal. Não, amiguinho, a peonada podia escolher entre o ferro da inquisição ou o fogo do inferno.

Enquanto o viadinho do Rafael Sanzio desenhava mulheres nuas (ok, retiro o viadinho) El Bosco só queria saber de destruição, terror, caos e desordem.

Separei sete recortes do seu quadro mais famoso, O Jardim das Delícias Terrenas (clique aqui para baixar a imagem em tamnho extra large), para sustentar este ponto de vista. As imagens seguem a ordem do quadro, ou seja, do canto superior esquerdo até o canto inferior direito.

Veja que no início tudo era lindo e chubabuluba. Mais ou menos como a Bovespa até agosto.

E então surgem os problemas, que vêm do subterrâneo. Repare que, ao contrário do mundo real, na Europa do século XV, o perigo era sempre interno, ou seja, sua origem é nas profundezas.

A terceira e a quarta parte são um pouco mais caóticas. Nela se vê uma ciranda repleta de entidades fantásticas e ainda um certo ar de Sessão da Tarde.

A quarta parte, em detalhe, é a mais densamente povoada do quadro.

A quinta parte introduz o filme de terror nesta história cuja classificação indicativa ainda não passava dos 14 anos.

A sexta parte parece o final do filme Gremlins. Detalhe para a cabeça do sujeita que está EMBAIXO da bandeja.

Este sétimo arquivo é uma versão um pouco reduzida do link lá de cima. Dá para ter uma idéia do quadro, mas o layout do blog não ajuda (largura fixa).

OBS: enquanto pesquisava, eu encontrei esta galeria de obras do pintor.

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