Tá certo que depois de passar anos e anos debruçado sobre livros escolares acabam gerando um certo desconforto na relação SUJEITO X LIVRO, mas tem gente que exagera na importância dada aos livros escolares. Ignorância é ignorância e qualquer adulto responsável irá atrás das informações relevantes para si em outras fontes. Os irresponsáveis sequer se lembrarão que tiveram livros escolares, claro.

No Brasil, há a controvérsia de que um livro de história seria brando demais e demenos com o regime ditatorial cubano ao mesmo tempo. Sério. Nota-se que um debate é desqualificado quando dois blogueiros de opinião em geral antagônica, Idelber e Kenji, tem observações parecidas sobre a coisa.

Lá fora, cem mil japoneses protestaram pelo canetaço do Ministério da Educação que exigiu a retirada de (mais) um detalhe desabonador sobre o Império durante o final da II Guerra Mundial. Na versão original, o texto falava que o exército distribuiu granadas aos moradores para que se matassem caso eles perdessem a guerra e muitos teriam realmente feito isso (facilitando muito a ocupação norte-americana, diga-se de passagem).

Em outro caso, este menos escolar, os chineses decidiram censurar manualmente cópias do Lonely Planet China com fitas colantes. Haja paciência oriental. Felizmente eu comprei o meu exemplar em Hong Kong, onde a censura chinesa não entra.

Lonely Planet censurado

OBS: por falar em Lonely Planet, a BBC acabou de adquirir a companhia. Essas estatais, tsc, tsc…

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