Constantemente recebo comentários defendendo a senatriz Heloísa Helena devido aos argumentos que jutificam a não votação nela. Assim, decidi pôr mais lenha na fogueira, só que dessa vez será de lenha retirada do site da própria HH:

“O Brasil vive, hoje, uma séria crise de destino. Nos últimos 25 anos saímos da condição de uma economia de alto crescimento para uma economia de baixo crescimento; nossa renda per capita estagnou; aprofundamos a nossa posição periférica no mundo; urbanizamos maciçamente a população; eliminamos os principais mecanismos de mobilidade social; colocamos o Estado nacional na condição de refém do sistema financeiro; criamos grandes bolsões de desemprego estrutural; fechamos a fronteira agrícola, instalando nas áreas novas uma estrutura de propriedade da terra ainda mais concentrada que a das áreas de ocupação secular; e constituímos poderosíssimas redes eletrônicas de comunicação que não estão submetidas a nenhum controle social.

A política brasileira foi despolitizada, reduzida a doses cavalares de marketing e a um conjunto de pequenos acordos, tudo a serviço da conquista e da preservação de posições de poder. Nada mais há de libertário nela. Nenhum impulso sincero de superação do que existe. Nenhuma ligação com fins e valores. Os políticos, em geral, esforçam-se por adaptar-se ao que a sociedade é, ou parece ser, conforme lhes informam as minuciosas pesquisas de opinião. Não aceitam correr o risco de pensar no que ela não é, nem parece ser, mas pode vir a ser. São incapazes de despertar qualidades novas que estejam latentes.”

Resumo da crítica, uma política libertária é infantil porque assume que o “povo” quer se libertar de algo quando na verdade ele quer se juntar de fato à festa capitalista. Ela também é autoritária porque assumindo a infantilidade popular só resta a grande mãe Heloísa Helena fazer o que for preciso, seja lá o que for que está na cabeça dela.

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